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Cinco dos oito deputados federais de Rondônia foram contra CPI da Petrobras

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Na quinta-feira passada (05), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), formalizou a criação de uma nova comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar irregularidades na Petrobras.

O grupo de trabalho ganhou corpo após a uma nova fase da Operação Lava Jato, a My Way, deflagrada na madrugada do mesmo dia que foi resultado de informações reveladas pelo ex-gerente de serviços da estatal, Pedro Barusco, que celebrou um acordo de delação premiada.

A viabilização da nova CPI ocorre também no momento em que as autoridades policiais apuram oficialmente irregularidades praticadas pelo tesoureiro nacional do PT João Vaccari Neto, levado para prestar depoimento na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. Esta é a primeira CPI criada na Casa em 2015.

Fora do eixo

Em contrapartida, mais uma vez, a maioria dos deputados federais de Rondônia deram mau exemplo. Dos oito parlamentares, cinco foram contra a abertura da CPI e não assinaram o requerimento: Marinha Raupp (PMDB), Nilton Capixaba (PTB), Lúcio Mosquini (PMDB), Luiz Cláudio (PR) e Lindomar Garçon (PMDB).

Apenas os jovens e novatos deputados Mariana Carvalho (PSDB) e Expedito Netto (SD), além do “experiente” Marcos Rogério (PDT), este último que teoricamente é da base aliada, assinaram o pedido de abertura de novas investigações envolvendo a Petrobras.

A reportagem pesquisou no site da Câmara Federal e confirmou que os deputados que não assinaram o requerimento, estavam no local. Tanto que há registro de presença, sabiam das movimentações e negociações para a CPI e fizeram questão de não assinar, ou seja, ignoraram os milhares de votos recebidos nas eleições do ano passado.

“Rabos presos”

Além de permanecer na base aliada do Governo Dilma, Nilton Capixaba (PTB) está envolvido no escândalo dos Sanguessugas, onde recursos para compra de ambulâncias foram desviados em todo o Brasil. Em breve, o processo envolvendo o parlamentar de Cacoal deverá ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Já Lúcio Mosquini (PMDB) foi preso em novembro do ano passado, na Operação Ludus, deflagrada pelo Ministério Público Estadual.

Completando o time dos rabos presos com a Presidência da República, além de Nilton Capixaba, ainda vem Marinha Raupp (PMDB), que foi a favor da fraude fiscal proposta pela presidente Dilma.

No dia 04 de dezembro do ano passado, os deputados e senadores rondonienses ajudaram a aprovar o texto principal do projeto que viabilizou a manobra fiscal que permitiu o Governo Federal fechar as contas de 2014. À época, apenas Amir Lando (PMDB) e Ivo Cassol (PP) não votaram porquê não compareceram à sessão e nem justificaram a ausência.

O projeto autorizou o Governo Federal a descumprir a meta de economia para o pagamento dos juros da dívida (o chamado superávit primário), estabelecida na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

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