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Cheia do Rio Madeira não deve atingir patamares de 2014, garante Sipam

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A cheia de 2015 no Rio Madeira deve ter proporções menores que a registrada no ano passado. Este é o resultado de nova reunião, realizada por videoconferência, na manhã desta terça-feira (10), com a participação de representantes do CENAD/SEDEC (Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil), Defesa Civil do Acre e Rondônia (estaduais e municipais), PRF (Polícia Rodoviária Federal), CPRM (Serviço Geológico do Brasil), ANA (Agência Nacional de Águas) e SIPAM (Sistema de Proteção da Amazônia). Na pauta do encontro estava a apresentação do prognóstico da cheia do Rio Madeira pelo SIPAM e CEMADEN (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) e a manifestação da CPRM com os resultados de campo.

Segundo o meteorologista do SIPAM, Marcelo Gama, o período chuvoso continua, com prognóstico para a bacia mais à montante do Rio Madeira (na região dos rios Beni e Mamoré especialmente) de chuvas acima do padrão climatológico para o período, porém abaixo dos níveis de 2014. Sendo que no mês de março, a previsão é de que as chuvas voltem ao normal nessas regiões e, consequentemente, o nível do Rio também tenha reflexo com o menor volume de água a ser escoada. Desta forma, neste momento o Rio Madeira apresentou baixa na cota registrada pela CPRM em Porto Velho, devendo voltar a subir no final do mês de fevereiro, oscilando entre 16,00 e 16,50m. Esse nível corresponde à zona de atenção para as cidades de Nova Mamoré, Abunã e Porto Velho.

Ainda na reunião, a Agência Nacional de Águas tirou dúvidas sobe o monitoramento nas BRs, em relação à regra de operação das usinas hidrelétricas, que é de responsabilidade da própria ANA e da ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). Segundo os técnicos da Agência, a cota máxima é proposta levando em conta a parte mais baixa da BR. E confirmando-se o menor volume de águas vindas das chuvas, a preocupação de interrupção de tráfego nas rodovias se minimiza para o Estado do Acre e para Guajará-Mirim (RO).

SIPAM – Entre as atividades diárias e constantes do Sipam, é realizado o acompanhamento dos rios em conjunto com outros órgãos parceiros, emitindo boletins climáticos meteorológicos e hidrológicos e participando de reuniões a fim de informar à sociedade em geral e às autoridades, com a maior antecedência possível, tentando assim amenizar os prejuízos ocasionais desse novo período de cheia. Para maior precisão dos dados, atualmente, os modelos baseados nas previsões climáticas alcançam a antecipação de 15 dias.

Desde as primeiras reuniões realizadas no final ano passado, o Sistema de Proteção da Amazônia acompanha o Rio Madeira para a cheia de 2015. A Coordenadora Operacional do SIPAM em Porto Velho, Ana Strava, explica que atualmente ainda se mantém a expectativa de um valor acima da média de 15,50m, conforme materializado no último dia 03 de fevereiro, mas com possibilidades bem menores de voltar a registrar a cota centenária de 19,74 no dia 29/03/2014.
Fonte: RONDONIAGORA

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