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Ativista cristão processa Porta dos Fundos por associar ceia ao consumo de drogas Ação é baseada em artigo do Código Penal que trata de vilipêndio à religião

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O jornalista e ativista cristão Bernardo Pires Küster, 30 anos, é famoso por seus vídeos-denúncia. Seu trabalho, expondo a influência comunista no seio da Igreja Católica, já repercutiu inclusive no exterior.
Após o canal de Youtube Porta dos Fundos ter publicado mais um vídeo zombando da fé cristã, Küster anunciou que está abrindo um processo contra o pretenso grupo de humor. A base para sua decisão é o artigo 208 do Código Penal.
O texto da lei diz: “Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”.
A motivação de Bernardo é a associação da Eucaristia ou Santa Ceia com o consumo de drogas, no vídeo “Traficante Gospel”, publicado pelo PDF na última semana.
Não é a primeira ação jurídica movido contra o Porta dos Fundos por este motivo. Por três vezes, o deputado federal Marco Feliciano (Pode/SP) fez o mesmo, mas todos acabaram arquivados. No ano passado, o Centro Dom Bosco, uma associação católica do Rio de Janeiro, pediu indenização de R$ 5 milhões, por causa das ofensas no vídeo “Céu Católico”
Falando ao Gospel Prime, o paranaense Küster explica que é inadmissível ver as constantes críticas do Porta dos Fundos à fé cristã, enquanto seus idealizadores são notórios defensores do discurso esquerdista de “tolerância”.
“Eu sei que a pressão popular ajuda, mas essas pessoas só irão parar de fazer brincadeira com a religião dos outros, que é coisa séria, quando entenderem que isso tem consequências e é crime. Com religião não se brinca desta maneira. Já acionei um advogado especialista que irá mostrar como eles atentaram contra a lei em vigor no país”, argumenta.
Segundo explica o ativista, “O processo terá um foco só: o vilipêndio a objeto de culto e esse histórico de acusações explícitas, diretas e calculadas contra o cristianismo. Eu me sinto na obrigação de fazer isso e tenho esperança que o processo irá para a frente”. A intenção é tirar o vídeo do ar e pedir indenização por “dano moral”.
O desejo dele também é chamar a atenção para a “guerra cultural” em andamento no país. “O cristão deveria estudar, conhecer o que está acontecendo, saber o que é a Escola de Frankfurt, de Antônio Gramsci, da revolução cultural que está em andamento no Brasil desde a década de 1960”, defende.
Küster, que participa com frequência do Terça Livre, acredita que “O ideal seria criar grupos de ação organizados, que saibam identificar o problema, entendê-lo e agir, através de manifestações públicas, petições e também processos jurídicos, sempre denunciando as práticas do inimigo”.



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